segunda-feira, 18 de junho de 2018

Como tirar músicas de ouvido- subdivisões

Percepção é a chave para quem quer desenvolver agilidade na interpretação de músicas e tirar músicas muito mais rápido. Para um bom desenvolvimento do ouvido, precisamos aliar a teoria com a prática e extrair tudo o que puder trazer um atalho para nós. É tudo mais simples do que parece, mas precisamos ter bastante consciência.


Neste primeiro post sobre como tirar músicas de ouvido, vamos abordar um dos elementos que é a base para tudo que escutamos em determinada música. A subdivisão.

Pré-requisito: pulso e leitura de partitura

O que é a subdivisão?

Subdivisão é o conjunto de figuras musicais idênticas predominantes dentro dos pulsos no arranjo da música, que servem como uma base para o todo. (A definição é nossa. Se necessário, crie a sua conforme sua percepção ou visão do assunto)

Isso significa que ao escutarmos uma música, haverá sempre a predominância de algum tipo de figura musical, que pode ser a colcheia, a semicolcheia ou então a tercina. Um exemplo é uma música onde, na maior parte do tempo, se ouve semicolcheias no arranjo.

Procure perceber isso a partir de agora, ouça as suas músicas com essa consciência.

Por que identificar a subdivisão da música?

A subdivisão é o elemento que mais traz pistas em relação às figuras rítmicas da música, e com esta consciência intuímos com mais facilidade tudo o que estamos ouvindo, nos permitindo tirar de ouvido tanto a melodia quanto o acompanhamento e até transcrever a parte rítmica, o que é meio caminho andado para uma transcrição.
Isso se torna uma ferramenta poderosa de atalho para interpretar uma música e evitar quaisquer tipos de erros na sua execução.

Passos para identificar a subdivisão e ter uma excelente percepção rítmica 

1- Sinta o pulso

Antes de tudo, é necessário ter uma boa consciência do pulso da música. Veja alguns posts onde abordamos esse assunto:




Faça alguns exercícios como, por exemplo, bater palmas, pés ou mesmo, fazer movimentos que marquem bem o pulso.

2- Identifique o estilo da música 

Outro ponto importante aqui é ter noção do estilo musical. Aos poucos, você vai notar que em várias músicas de determinado estilo predominam subdivisões específicas. Um exemplo é o rock, onde ouvimos a subdivisão binária.

A maneira mais fácil de identificar um estilo é perceber os instrumentos que compõem o arranjo. Os instrumentos são muito característicos aos estilos. Comece pesquisando estilos musicais e seus instrumentos e vá analisando as músicas e determinando seus estilos.

O que aquele estilo musical quer passar ao ouvinte? Faça essa pergunta a si mesmo e tente respondê-la.

3- Estude as subdivisões 

Um dos livros mais utilizados nesse processo é o Pozzoli partes I e II. Recomendo muito você começar por ele, pois o mesmo trabalha as figuras rítmicas de maneira gradual e progressiva.

Pegue o seu instrumento e comece a ler os exercícios rítmicos do livro, usando uma escala musical, um acorde ou uma nota, dependendo do seu instrumento. Faça-os sempre de maneira prática, para que a assimilação seja completa. Use o corpo e a voz, se não tiver nenhum instrumento à mão.

Com as primeira lições, você já vai ter uma base para entender um pouco mais sobre a subdivisão das músicas. Procure estudar diariamente, para conseguir bons resultados.

4- Acompanhe as músicas com suas partituras

Escolha uma música e pegue sua partitura. Veja as figuras rítmicas que são predominantes na partitura. Assim fica muito mais fácil perceber que figura está mais presente. 

Escute a música algumas vezes, tentando acompanhá-la na partitura. Não se preocupe se for difícil no começo, continue praticando.

Fazendo isso com algumas músicas, você irá criando consciência das subdivisões e aos poucos, as perceberá de maneira intuitiva nas músicas que ouvir.

5- Ouça muitas músicas e palpite as subdivisões 

Agora que você já treinou um pouco e entendeu mais sobre subdivisão, você pode praticar ouvindo músicas e sentindo as suas subdivisões. As práticas com isso trarão mais liberdade para você, que fará leitura de partitura muito mais facilmente e tirará as suas músicas de ouvido com mais agilidade.

É muito fácil determinar o acompanhamento da música com essa consciência. Com os ouvidos bem treinados, você consegue apenas ouvir uma vez a música e já saber o ritmo que fará no seu instrumento., acompanhando a cifra.

Treine um pouquinho todos os dias e você verá que vale muito a pena ter essa ferramenta em mãos. Aproveite para assistir agora o nosso vídeo sobre dicas de como treinar a percepção e se inscreva no nosso canal para receber mais conteúdos!





quinta-feira, 14 de junho de 2018

3 passos para ganhar timbre nos agudos

Mais um post destinado aos cantores e também a quem está começando a se interessar por canto e quer ganhar sonoridade na voz. Aqui daremos dicas valiosas para que os seus treinos rendam mais e tragam os resultados que você espera.

Com as dicas que vai ver aqui, você pode hoje mesmo começar a trilhar o caminho para uma voz mais limpa, potente e brilhante. Anote todos os pontos que julgar necessários para você.

Ganhar timbre nas notas agudas requer que vários aspectos sejam trabalhados, mas você vai separar por partes, para que cada detalhe seja cuidado com precisão. Não tenha pressa, pois o corpo precisa de um tempo para assimilar tudo e assim produzir da melhor forma. Vamos às dicas!

1- Musculação vocal

Para começar, é recomendável que se crie uma rotina de estudos que caiba dentro da sua agenda. Escolha um horário que é acessível para você todos os dias e assim você verá que os resultados chegam aos poucos. O importante é a constância, mesmo que sejam poucos minutos por dia.

O estudo diário é importante porque serve como um treino de academia. As pregas vocais precisam levantar peso com frequência para ganhar massa, e assim, potência.


Uma boa rotina é colocar aquecimentos, alguns exercícios de colocação, exercícios de respiração e técnica e aplicar tudo ao repertório, que é onde você vai perceber o que precisa trabalhar ou ajustar. Grave seus estudos, para ter uma base de como está evoluindo. Se ouça de maneira crítica e peça a opinião de seus amigos, mas seja aberto.

Se você não toca nenhum instrumento para se acompanhar nos exercícios de aquecimento e técnica, não tem problema, você pode baixar aqui um material de apoio totalmente gratuito, com base para vocalizes gravada em piano. 


2- Trabalhe a sua colocação 

A colocação é o que vai te permitir cantar com mais liberdade, pois vai facilitar a emissão, principalmente das notas agudas. Com uma colocação adequada, você não vai sentir cansaço nas notas agudas, que soarão mais brilhantes e abertas.

Um bom exercício de colocação é utilizando as vogais u e i. Você pode fazer o exercício somente com a vogal u, depois o mesmo exercício com a vogal i, e também com ui (utilize o material gratuito linkado acima). Esses exercícios podem ter como base tanto o pentacordio(graus conjuntos) como os arpejos(saltos de notas), além de variações que você pode criar, dependendo das necessidades. Use a criatividade a seu favor.

Para treinar a colocação no seu repertório, você pode cantar as passagens mais difíceis (agudas) com essas vogais do estudo de colocação. E então passar para a letra num segundo momento. Esse treino deixará a sua voz mais bem colocada e preparada, além de promover um relaxamento. Ex: cantar a melodia com "ui ui ui" e depois cantar normalmente com a letra, mas mantendo a sensação das vogais.

Sinta que a sua laringe está estável durante o treino, para evitar espremer. Se for necessário, coloque a mão na sua garganta para sentir o movimento e tente manter a laringe no mesmo lugar, evitando que suba nos agudos. Você pode usar a sensação do bocejo para te ajudar nesse momento.

Enfim, separe alguns dias para focar na sua colocação e deixa ela bem resolvida.

3- Monte o apoio da voz

Outro ponto que influenciará na sonoridade dos agudos é o apoio. O importante aqui é manter um fluxo de ar estável e sempre igual. 

Para começar, faça exercícios de relaxamento e alongamento no corpo. Remova todas as tensões. 

Respire, sentindo o movimento do diafragma, e solte em S, buscando um fluxo constante, com o S soando sempre igual até o ar acabar, calculando quanto tempo dura. Use como base esse tempo para se exercitar.

Perceba se, durante o exercício de respiração, houve algum tipo de tensão na garganta. Evite que isso aconteça.

Respire mais uma vez e prenda o ar por alguns segundos. Em seguida, solte em S.

Durante os exercícios, é muito importante desenvolver a consciência de como o corpo está trabalhando, só assim você vai conseguir aplicar adequadamente ao repertório.

O objetivo é que você consiga cantar com folga e reserva de ar, de maneira a evitar força na garganta e sentir que o apoio vem do movimento da respiração.

Isso trará muito mais potência para a sua voz, que soará mais firme e limpa, devido ao apoio correto, principalmente se a colocação estiver adequada também.

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Para dúvidas e aulas: ligia_goncalves22@hotmail.com

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Como estudar violão do jeito certo e aprender mais rápido

Quando se começa a estudar violão, encontra-se muitas dificuldades que parecem que não vão ser resolvidas. Em muitos casos, surge um leve desespero e, com os espinhos no caminho, alguns acabam desistindo da missão. Por que isso acontece?

O que é notável é a ansiedade e pressa para conseguir realizar os objetivos. Essa pressa atrapalha muito mais pois, querendo realizar feitos mais complexos antes de conseguir o básico, a pessoa se esforça exageradamente e não consegue.

Então, o mais importante nesta fase é ter paciência e estudar do jeito correto, vencendo cada etapa.

Hoje vamos dar algumas dicas que servem tanto para quem está começando quanto para quem já toca há bastante tempo, já que sempre podemos otimizar nossos estudos.

1- Escolha músicas que você conhece bem

Principalmente para quem tem pouca experiência com música ou com o instrumento, escolher músicas conhecidas vai ajudar muito, visto que ouvir faz o caminho mais fácil.

Ouça as músicas com bastante atenção, percebendo os pontos principais, como por exemplo, onde ocorrem as mudanças de acordes, os instrumentos que fazem parte e como cada um participa do todo e as entradas do cantor. Isso já vai facilitar bastante o processo.

2- Escolha músicas do mesmo estilo e ritmo

Esse é um dos recursos que os professores utilizam para que o processo seja mais tranquilo e para que o aluno tenha mais domínio de cada ritmo.

Escolher músicas com o mesmo estilo te dará uma brecha para estudar os acordes, que as vezes podem ser um pouco desconfortáveis ainda. 

Você pode inclusive estudar apenas o ritmo das músicas, com cordas soltas, para dominá-lo. Coloque a gravação da música e toque junto. Faça isso com várias músicas que tenham o mesmo ritmo.

3- Escolha músicas de um mesmo tom

Outro recurso que te ajudará é estudar músicas do mesmo tom, ou seja, que possuem basicamente os mesmos acordes.

Você pode organizar o seu estudo por semana, por exemplo, e, a cada semana, estudar músicas de um tom determinado. Ex: Semana 1- tom de C, Semana 2- tom de G, etc.

Neste caso, a brecha será para o ritmo, já que os acordes das músicas são basicamente os mesmos. Então, você pode variar os ritmos nesse caso.

4- Estude as músicas por partes

Procure estudar fragmentos das músicas, ao invés de tentar tocar a música completa logo na primeira vez.

Se você tem a sequência> C F G C, estude primeiro a mudança do acorde de C para F. Depois que ficar bem fácil esta mudança, coloque o ritmo. Depois que ficar fácil a mudança com o ritmo, aí você pode passar para o estudo da mudança do F para o G. E então ritmo do F para o G. E só depois juntar C F G. E assim por diante.

Parece óbvio, mas eu sempre vejo muita gente querendo tocar a música inteira direto, sem ainda ter as habilidades totalmente desenvolvidas para isso.

5- Simplifique os acordes

Esse é um recurso muito bom para quem tem dificuldades com acordes. Consiste simplesmente em fazer o acorde incompleto, de maneira que fique mais rápida a mudança. É claro que, depois que dominar o acorde incompleto, você o fará completo, mas será muito mais fácil.

Ex: acordes que utilizam cordas soltas, utilizar dedos 1 e 2. Acordes que fazem pestana, utilizar somente a pestana. Aplique à musica. Depois que ficar fácil a mudança, colocar os dedos que faltam ao acorde.

6- Perceba o pulso da música 

O pulso nos ajuda a nos localizar na música e perceber melhor o ritmo. Procure, antes de tocar o ritmo da música, tocar apenas batidas para baixo no pulso.

O pulso pode ser encontrado facilmente batendo palmas ou pé durante a escuta da música. Ele é constante e geralmente, de proporção igual até o final da música.

Depois de dominar o pulso, conte a cada quantos pulsos se dá a mudança dos acordes. Marque os acordes tocando-os uma vez a cada mudança, sem utilizar o ritmo nesse momento e assim você estará se preparando para uma mecânica mais firme, que prioriza as mudanças de acordes. Isso é essencial para uma boa execução.

7- Estude alguns minutos por dia

Agora é hora de colocar tudo em prática e estudar um pouco a cada dia, sem pressões, vencendo etapa a etapa.

Procure um horário e lugar tranquilos, onde você poderá se concentrar totalmente e assim desenvolver o que deseja.

Não precisa dedicar muito tempo. Principalmente para os iniciantes, o indicado é estudar poucos minutos, para evitar cansaço e desenvolver o que precisa sem muitos esforços.

Espero que tenha curtido o post, compartilhe com seus colegas! Se quiser receber mais dicas e conteúdos, curta a nossa página do facebook

terça-feira, 12 de junho de 2018

Como ler partituras facilmente sem erros

Hoje vamos ver como fazer uma leitura de partitura do zero, para quem ainda não se familiarizou com os conceitos básicos. Apesar de parecer complicado, é mais simples do que se imagina, pois tudo em música tem um sentido lógico e matemático.

A minha visão de como ler uma partitura pode parecer um pouco diferente dos materiais que você pode ter encontrado, mas eu peço que leia o post até o final e faça os exercícios, assim você comprovará os resultados. 

Vamos então ao básico.

A primeira coisa que acho importante deixar claro aqui, é que o conceito de aprender ler a clave de sol simplesmente, é equivocado, visto que isso dificulta o entendimento do raciocínio utilizado por trás. Tanto é que, muitos músicos que aprendem a leitura da clave de sol e passam para instrumentos que utilizam outras claves, acabam sentindo muita dificuldade em ler as partituras de seus instrumentos.

Isso significa que veremos aqui o raciocínio utilizado e então poderemos partir para qualquer partitura, em qualquer clave.

Para mim tanto faz se colocarem uma partitura com clave de Fá, Dó ou Sol, não importando também em qual linha comece. O raciocínio é igual, então a leitura é fácil.

O primeiro passo aqui é ter a sequência de notas da escala musical bem memorizada. Começando por qualquer uma das notas. Fale estas sequências várias vezes, e depois sem olhar.

Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó
Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó Ré
Mi Fá Sol Lá Si Dó Ré Mi
Fá Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá
Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol
Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá
Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si

Você deve encontrar a escala facilmente a partir de qualquer uma das notas. Estude o mesmo com a volta das escalas.

Dó Si Lá Sol Fá Mi Ré Dó
Si Lá Sol Fá Mi Ré Dó Si
Lá Sol Fá Mi Ré Dó Si Lá
Sol Fá Mi Ré Dó Si Lá Sol
Fá Mi Ré Dó Si Lá Sol Fá
Mi Ré Dó Si Lá Sol Fá Mi
Ré Dó Si Lá Sol Fá Mi Ré

Parece bobo, mas a maioria dos músicos, principalmente iniciantes, se perdem bastante com estas sequências. Na faculdade, muitos colegas meus tinham bastante dificuldade com isso. Não subestime esse treino, pois ele servirá para muitos outros assuntos.

Com essa parte resolvida, vamos agora treinar os arpejos de tétrades. Faça o mesmo que no exercício anterior, e fale a sequência dos arpejos. 

Dó Mi Sol Si
Ré Fá Lá Dó
Mi Sol Si Ré
Fá Lá Dó Mi
Sol Si Ré Fá
Lá Dó Mi Sol
Si Ré Fá Lá

Se você quiser estudar a volta dos arpejos também pode, mas acho que com estas 3 sequência você já está bem preparado para seguir com os estudos e ter uma leitura muito mais fluida. Vamos aos próximos passos.

Agora, vamos ver a pauta musical. Contamos as linhas de baixo para cima. O que precisamos focar aqui é no fato de que de baixo para cima são notadas as figuras do grave para o agudo. Isso significa que as figuras notadas nas linhas de baixo serão mais graves que as das linhas de cima e progressivamente de baixo para cima as notas vão do grave para o agudo.
As linhas servem para separar as notas e acontece da seguinte maneira: linha-espaço-linha-espaço. Então se na linha temos a nota Dó, por exemplo, no espaço seguinte teremos a nota Ré.

Imagine que a nota da 3ª linha é a nota Dó. Qual seria a nota da 5ª linha?
De linha a linha e de espaço para espaço encontramos intervalos de terças. Para isso estudamos as tétrades. Dó Mi Sol Si.
A nota da 5ª linha será Sol.
E se a nota da 3ª linha fosse Fá? Fá Lá Mi
E assim por diante.
Se quiséssemos notar a tétrade de Dó a partir da 1ª linha, ficaria Dó na 1ª linha, Mi na 2ª linha, Sol na 3ª linha e Si na 4ª linha.
Com os espaços o raciocínio é igual.

Acima temos uma figura no 1º espaço e outra na 4ª linha. A figura de baixo (mais grave) pode ser qualquer nota. Digamos que seja um Mi. Qual será a nota de cima (mais aguda)?
Se contarmos os dois espaços a partir do Mi, sabemos que no 3º espaço a nota será o Si. (Mi Sol Si Ré). Subindo mais 1 degrau, nota Dó.

Você pode colocar qualquer nota ali no 1º espaço. E a partir dessa nota, seguir o raciocínio e encontrar as outras notas.

Eu sugiro evitar memorizar que determinada nota fica em determinada linha ou espaço. Isso acaba confundindo muito mais e nos fazendo perder a compreensão do raciocínio certo.

Busque partituras diversas e exercite isso.

No próximo post sobre leitura, colocarei algumas ferramentas que ajudarão você a acelerar ainda mais o processo de leitura.

Espero que o post lhe tenha sido útil. Sugiro que você siga nossa página Line Music Two e se inscreva no nosso canal do YouTube, onde você vai encontrar muito mais materiais.

Contato para aulas e dúvidas: ligia_goncalves22@hotmail.com








segunda-feira, 11 de junho de 2018

Como improvisar e criar solos com os modos menores

Dando continuidade à improvisação com modos, hoje falaremos um pouco sobre como criar solos melódicos com os modos menores.

Se você ainda não viu o post sobre improvisação com os modos menores, confira aqui.

Improviso é uma das matérias que merece um espaço especial no seu roteiro de estudos. Separe um tempo considerável para estudar improviso com backing tracks, uma base gravada por você mesmo ou até simplesmente com um metrônomo. O importante é ter referências auditivas durante o processo e estar completamente atento e focado, utilizando recursos específico. Assim, o desenvolvimento será muito maior e mais rápido.

Aproveite esse tempo para focar 100% na música e crie suas próprias ideias e grave-as. Componha suas melodias.

Vamos ver agora as dicas e ferramentas essenciais para um ótimo improviso utilizando os modos menores.

São 3 os modos menores derivados da escala maior, fora o modo lócrio, que tem pouco uso prático. Começaremos pelo modo eólio, a escala menor e o utilizaremos como base.

Eólio
F    2  b3  4   5   b6  b7
Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol

Esse modo, por ser exatamente a escala menor, não possui nota característica. Para caracterizá-lo, utilizar com frequência as notas do arpejo de tríade ou tétrade, utilizando as outras notas como passagem.

As músicas em eólio são circulares e sem tensões, diferentes das músicas em tom menor, onde aparecem notas alteradas.


Aparece frequentemente em músicas de jogos ou séries.


Dórico
F   2    b3  4   5   6   b7
Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó

O modo dórico difere da escala menor somente no 6º grau, que é maior nesta escala. Isso significa que esta é a nota característica do modo, a que trará a sonoridade do Dórico. Então, para caracterizar o modo, utilizar frequentemente as notas do arpejo + a nota característica.

Exemplos de músicas:



Frígio
F    b2  b3  4  5   b6 b7
Mi Fá Sol Lá Si Dó Ré

O modo frígio difere da escala menor no 2º grau, que nesta escala é uma 2ª menor. Ou seja, o modo é facilmente caracterizado pelo pentacórdio (as primeiras 5 notas) ou então pelas notas do arpejo somadas à esta nota característica.

Esse modo é muito usado no metal sinfônico. Ouça o exemplo:


A música flamenca também utiliza na maioria de seu repertório:


Está presente desde os cantos gregorianos, nota-se frequentemente a passagem b2-F-b7-F (Fá Mi Ré Mi)


Procure cantar os modos, a partir da mesma fundamental, para perceber sua diferença. Ex:

Eólio
Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá
Frígio
Lá Sib Dó Ré Mi Fá Sol Lá
Dórico
Lá Si Do Ré Mi Fá# Sol Lá

Como as sonoridades dos modos no ouvido, será muito mais fácil perceber as músicas que os utiliza. Assim, você vai aguçar a sua criatividade e ter mais ferramentas para seus solos e improvisos.

Espero que este post tenha te ajudado a entender um pouco mais sobre os modos e como utilizá-los nos seus improvisos. Entre em contato conosco, caso tenha qualquer dúvida.



Como montar qualquer escala em poucos segundos

Entender as escalas é fundamental para qualquer instrumentista, já que é com elas que realizamos nossos solos, improvisações e leitura de qualquer música. Hoje quero mostrar um passo-a-passo para quem quer aprender a construir escalas rapidamente, sem erros e assim ganhar muita liberdade.

Gostaria, antes, de te convidar para conhecer o nosso canal no YouTube.

Pré-requisito para esta lição: Tom e semitom

Vamos começar então.

1- Sequência de notas - a base

O primeiro passo aqui é estudar a sequência de notas da escala partindo de uma determinada, dentro de 1 oitava. Como assim?

Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó

Começando pela nota Dó parece fácil, não? E pelas outras notas, você consegue achar facilmente a sequência?

Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó Ré

Mi Fá Sol Lá......

Fá Sol Lá Si.......

Se para você isso já é fácil, vamos prosseguir. Agora, se ainda é confuso encontrar as notas na sequência, procure exercitar isso. Além de ser muito importante aqui, vai te ajudar servindo como ferramenta em muitos outros casos como na leitura de notas, solfejo, formação de acordes, etc. E parece muita coisa, mas são apenas 7 sequências, ou seja, a partir de cada uma das notas da escala de Dó.

Essa base vai te permitir construir as escalas sem erros.

2- Montando a escala - estrutura

Agora que você já sabe as sequências de notas possíveis, que serão a base para montar qualquer escala, vamos para o segundo passo, escolher a escala que precisamos e montá-la, segundo a estrutura.

Queremos montar a escala de Ré Maior. A primeira coisa é fazer a sequência de notas  partir do Ré.

Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó Ré

Agora, precisamos ajustar a estrutura, pois, assim como está, a escala não soará como Ré Maior, mas como o modo Dórico(veja modos gregos aqui).

Utilizaremos como exemplo a estrutura da escala maior, mas você pode utilizar esses conceitos para qualquer umas das escalas e modos maiores ou menores.

Escala Maior

A estrutura da escala maior é (em tons e semitons):

Dó   Ré   Mi   Fá   Sol   Lá   Si   Dó
    T      T     ST   T      T     T   ST

T= tom
ST= semitom

Isso significa que, entre as notas da escala, é necessário haver as distâncias de tom e semitom na ordem acima. Para ajustarmos, utilizaremos sustenidos OU bemóis. Para saber que tipo de acidente usar, vamos respeitar a sequência de notas.
Primeiro, vejamos como está a escala de Ré, sem as alterações.

Ré   Mi   Fá   Sol   Lá   Si   Dó   Ré
    T    ST     T     T     T    ST   T

Da 2ª para a 3ª nota já precisamos fazer o primeiro ajuste (correções em vermelho):

Ré   Mi   Fá#   Sol   Lá   Si   Dó   Ré
    T      T     ST     T     T    ST   T

Veja que a correção do Fá já ajusta o próximo ST.

Agora, precisamos ajustar a 7ª nota, para corrigir o ST, que deveria ser T.

Ré   Mi   Fá#   Sol   Lá   Si   Dó#   Ré
    T      T     ST     T      T    T     ST

Veja que já se corrigiu o ST final.

Escala de Ré Maior pronta!

Ré   Mi   Fá#   Sol   Lá   Si   Dó#   Ré
    T      T     ST     T      T    T     ST

Para fazer qualquer outra escala, basta seguir estes passos:

1- Montar a sequência de notas, sem os acidentes
2- Corrigir a estrutura, usando como base a estrutura escolhida, podendo ser qualquer tipo de escala maior ou menor, ou mesmo os modos

Fácil, não é mesmo? Ficou alguma dúvida? Contate-nos nos comentários ou pelo e-mail: ligia_goncalves22@hotmail.com

Espero que este post tenha sido útil aos seus estudos, se você gostou, compartilhe com os seus colegas e amigos músicos também!








quarta-feira, 6 de junho de 2018

Como estudar o campo harmônico no violão e guitarra


Olá! Obrigada pela visita e espero que seja de grande valia para você a sugestão de estudo de hoje.
Antes de seguir este post, é interessante você já ter conhecimento de formação de acordes, intervalos e escalas maiores. Caso não tenha estudado, dê uma olhada nos outros posts e, caso tenha dúvidas, entre em contato pelos comentários!
Começaremos então, apresentando o campo harmônico maior, onde cada grau da escala é indicado por números romanos.

Campo harmônico Dó Maior

I    IIm    IIIm   IV   V    VIm   VIIdim
C   Dm    Em     F    G    Am    Bdim

Utilize esta estrutura I,IIm,IIIm,IV,V,VIm,VIIdim para montar qualquer campo harmônico maior, a partir de qualquer escala. Veja os acordes derivados da escala maior de Sol:

Campo harmônico Sol Maior

I     IIm    IIIm   IV   V   VIm   VIIdim
G   Am     Bm    C    D   Em    F#dim

Não se preocupe se você ainda não consegue entender todo esse conceito, para fazer o campo harmônico de qualquer tom, siga estes passos:

1- Escreva as notas da escala maior desejada, utilizando cifras:

F G A Bb C D E

2- Numere acima de cada nota, o grau correspondente

I    IIm  IIIm  IV   V   VIm  VIIdim
F   G     A       Bb  C    D      E

3- Corrija a cifra, para que correspondam com os graus.

I    IIm  IIIm  IV   V   VIm  VIIdim
F   Gm  Am   Bb  C    Dm     Edim

Pronto. Você já tem os acordes correspondentes ao tom. Agora, monte o campo harmônico de todos os tons, para isso, você pode usar o círculo de quartas ou quintas. Ou seja, comece pelo campo harmônico de Dó, depois Fá, Si bemol... até terminar o círculo.

Após montar todos os campos harmônicos, você pode estudá-lo de diversas maneiras no seu instrumento, crie suas possibilidades....veja alguns exemplos:

1- Toque todos os acordes do campo harmônico em uma única região
2- Toque os acordes do campo harmônico na forma horizontal, fazendo o baixo sempre na mesma corda, por exemplo
3- Toque os graus I, IV e V de cada tom
4- Toque, em sequência os graus de função tônica
5- "                                  "                            subdominante
6- "                                     "                         dominante
7- Crie ou copie progressões e toque-as
8- Rearmonize progressões e toque-as (veja 3 formas práticas de enriquecer a harmonia)
9- Toque os arpejos de tétrades do campo harmônico
10- Toque os acordes do campo harmônico junto aos seus respectivos modo (veja Modos Gregos)

Espero que tenha gostado das sugestões, se você tiver mais ideias, mande-as, para colocarmos aqui e ampliar as possibilidades de estudo. Até a próxima!

3 formas práticas de enriquecer a harmonia de músicas simples

Olá! Hoje abordaremos sugestões de como rearmonizar as progressões das suas músicas, utilizando alguns recursos interessantes. Isso faz a música ganhar cor e te tira da zona de conforto de tocar sempre os mesmos acordes. Além disso, você vai manipular ferramentas que fazem o seu ouvido ficar muito mais aberto, e ganhar percepção.

Pense naquelas músicas simples, de apenas 3 acordes que você está cansado de tocar. São elas que você vai trabalhar para trazer uma cara diferente, dependendo sempre do seu gosto, é claro. Experimente todas essas possibilidades, você vai gostar.

1- Utilize inversões

Uma possibilidade que torna uma progressão de tríades mais interessante, é a inversão dos acordes. Veja:

Original: || C G | F G | Dm Em | F G | C ||

Com acordes invertidos: || C G/B | F/A G | Dm/F Em | F G | C ||

Note que, na segunda progressão acima, o baixo caminha por graus conjuntos descendentes nos três primeiros compassos. Toque as progressões e perceba a sua sonoridade.

2- Baixo ostinato

Outra variação que podemos fazer, se a música permitir, é o ostinato do baixo. Isso quer dizer, manter o mesmo baixo sempre, independente do acorde. Nesses casos, costuma-se usar a tônica. Veja o exemplo em Dó:

|| C G/C | F/C G/C | Dm/C Em/C | F/C G/C | C ||

Isso torna a harmonia bem interessante, perceba.

Pesquise músicas e analise como os arranjadores fazem isso, assim você entenderá melhor e acrescentará esses recursos ao seu repertório, lembrando que, sempre precisamos ficar atentos e ouvir se tudo flui bem, com a melodia, ritmo, etc.

3- Substituição de acordes
Vamos ver agora como podemos substituir os acordes de maneira a evitar dissonâncias.
Para entender melhor, verifiquemos as funções dos acordes no campo harmônico de Dó maior:

C- T
Dm- S
Em- T
F- S
G- D
Am- T
Bdim- D

Legenda:
T= tônica
S= subdominante
D= dominante

Ao substituir um acorde, precisamos utilizar outro com a mesma função.

Ex

|| C | C | F | G | C||

Substituindo

|| C | Am | Dm | G | C ||

Nesta progressão, substituímos no segundo compasso, o acorde C pelo acorde Am, ambos de função tônica em do maior. E no terceiro compasso, substituímos o acorde F pelo acorde Dm, ambos de função subdominante.

Espero que tenha gostado desta postagem, se tiver dúvidas, pode entrar em contato comigo por email. Visite nossos vídeos no youtube e se increva lá também.

Análise melódica de "So what" para improvisadores


Esse é um questionário que foi proposto num curso de construções melódicas e improvisação. Coloco aqui para quem tem curiosidade no assunto e também para quem se interessa por improvisação. Qualquer dúvida, entrar em contato!

Música "So What"

Assista o vídeo indicado e anote neste arquivo aqui, o minuto e segundo em que aparecem ao menos um de cada elemento musical a seguir descrito:
1. Frase construída com determinada lógica de progressão de intervalos ou arpejos
R: Frase a partir de 00:13.
2. Frase com intenção de pergunta e que em seguida é respondida com a repetição da pergunta complementada com a resposta.
R: Frase a partir do 00:33.
3. Frase que retoma a intenção de outras frases tocadas anteriormente em no início da música.
R: Frase a partir de 03:20.
4. Frase que é construída com a repetição de notas em que o ritmo é o foco principal para exprimir a coesão musical.
R: Frase 06:23.
5. Depois de ter localizado os itens acima, localize duas frases que exprimem para você intenções distintas e explique tais intenções. Como por exemplo,  uma frase empolgante e outra melancólica, uma frase nervosa e outra calma etc…
R: Frase a partir de 03:39, é uma frase agitada. Frase 01:45 é uma frase tranquila.
6. Construa um pequeno texto de aproximadamente 5 linhas abordando suas impressões pessoais sobre as improvisações realizadas nesta música.
R: As improvisações variam evidentemente de acordo com cada instrumentista. O primeiro, utiliza muito dos motivos do tema, desenvolvendo toda sua improvisação assim, utiliza muitas notas longas e arpejos. O segundo improvisador utiliza muitas notas curtas, semicolcheias e tercinas e faz pausas, evitando sustentar as notas. Faz frases pergunta-resposta passando por todas as notas da escala. O terceiro improvisador também utiliza notas curtas, mas de vez em quando utiliza semínimas, começando suas frases sempre nos tempos fracos, remetendo também ao tema. O piano utiliza predominantemente de colcheias, acordes e faz pausas. A música é muito bem trabalhada pelos improvisadores, que mesclam seus estilos, combinando com o tema.

Como fazer escalas no violão e na guitarra sem precisar decorar desenhos

Olá!
Hoje quero mostrar a vocês como montar uma escala no violão ou na guitarra sem decoreba ou memorização de desenhos. O importante aqui é conhecer mais sobre o seu instrumento para entender como funciona e assim saber montar todos as escalas que precisar. Além disso, facilitará sua leitura de partitura, sabendo onde encontra as notas.
Para começar, retomando um pouco sobre tom e semitom. O semitom, ou meio tom, é o menor intervalo utilizado na escala diatônica. O tom é a junção de dois semitons.
A escala maior ou de dó possui a seguinte estrutura:

        TOM       TOM  SEMITOM  TOM      TOM      TOM   SEMITOM
O que devemos entender aqui é que da nota mi para a nota fá temos um semitom e da nota si para a nota dó também. Numeraremos a escala de dó em graus:
I      II   III   IV   V     VI  VII  VIII
DÓ  RÉ  MI   FÁ  SOL  LÁ  SI   DÓ

Ou seja, do III para o IV grau temos o intervalo de semitom, como também observamos do VII para o VIII grau. Entre todos os outros graus, encontraremos tons.
Passando para o instrumento, começaremos com a escala de dó não necessariamente partindo desta nota, mas da nota mais grave que é possível partir, ou seja, da nota mi (6ª corda solta).
Na guitarra ou no violão, o semitom é simplesmente você tocar uma casa e, em seguida, a sua casa vizinha. Ou seja, toque a 1ª casa e para achar um semitom, toque a 2ª casa. Para achar um tom, ande mais uma casa, ou seja, pule a segunda casa, toque a 1ª casa e depois, a 3ª.

Devemos adquirir uma certa fluência na ordem das notas da escala, partindo das outras notas além do dó. Verifique abaixo:
RÉ MI FÁ SOL LÁ SI DÓ RÉ
MI FÁ SOL LÁ SI DÓ RÉ MI
FÁ SOL LÁ SI DO RÉ MI FÁ
SOL LÁ SI DÓ RÉ MI FÁ SOL
LÁ SI DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ
SI DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI

Adquira também fluência na ordem inversa das notas:
DÓ SI LÁ SOL FÁ MI RÉ DÓ
SI LÁ SOL FÁ MI RÉ DÓ SI
LÁ SOL FÁ MI RÉ DÓ SI LÁ
SOL FÁ MI RÉ DÓ SI LÁ SOL
FÁ MI RÉ DÓ SI LÁ SOL FÁ
MI RÉ DO SI LÁ SOL FÁ MI
RÉ DÓ SI LÁ SOL FÁ MI RÉ

Agora, podemos seguir com a montagem da escala no violão ou guitarra. Mas, UTILIZAREMOS APENAS AS NOTAS ENCONTRADAS NAS 3 PRIMEIRAS CASAS, OU SEJA, 1ª POSIÇÃO.
Partindo da nota MI, 6ª corda solta, precisamos encontrar a próxima nota da escala. Já que memorizamos a ordem das notas conforme a tabela acima, sabemos que será a nota FÁ. Será alguma casa apertada, já que não há nenhuma corda solta que tenha esse nome. Consultaremos então a tabela de tom e semitons: da nota MI para a nota FÁ temos um semitom e da nota SI para a DÓ também. Então para encontrar a nota FÁ, basta andar uma casa, que representa o semitom no instrumento. Isso pode gerar dúvidas, já que não estamos apertando nenhuma casa. Mas, basta apertar a primeira casa da 6ª corda. OK.
Próximo passo: Qual é a próxima nota a ser encontrada, lembrando da ordem das notas? Após a nota FÁ, teremos a nota SOL na sequência da escala. Voltando à tabela: da nota MI para a nota FÁ temos um semitom e da nota SI para a DÓ também. Então, da nota FÁ para o SOL só pode ter tom, pois as únicas notas que possuem semitom entre elas são aquelas. Apertando a nota FÁ, que fica na 1ª casa, encontraremos a nota SOL andando DUAS CASAS, ou pulando uma. Pularemos a casa 2. A nota SOL se encontra na 3ª casa da 6ª corda.
Para prosseguir, precisamos utilizar a próxima corda, já que a ideia aqui é começar estudando a 1ª posição, que se encontra nas 3 primeiras casas. E precisamos achar a nota LÁ, que corresponde à sequência.
Percebemos que a própria 5ª corda solta é a nota LÁ, que dá continuidade à nossa escala.
Agora é a sua vez! Dê prosseguimento à escala de dó, utilizando apenas as 3 primeiras casas! Após chegar saté a 1ª corda, 3ª casa, faça a volta da escala até a 6ª corda solta.
Dicas:

  • Pense sempre na ordem das notas na escala, para saber a próxima nota a ser encontrada
  • Em seguida, pense se entre a nota que você está apertando e a próxima, há tom ou semitom, portanto, memorize bem a estrutura da escala para saber.
  • Utilize as cordas soltas sempre que possível.
Cheque as respostas aqui.

Dúvidas? Basta entrar em contato por e-mail ou comentário! Bons estudos!

Como classificar os intervalos

Hoje conheceremos um pouco sobre os intervalos.
O intervalo é a diferença de altura entre dois sons. O intervalo pode ser melódico, ou seja, formado por notas sucessivas (uma após a outra), e harmônico, formado por notas simultâneas (soando ao mesmo tempo).

No caso de intervalos melódicos, também encontramos a diferença de intervalos ascendentes (quando a primeira nota dos dois sons é a mais grave) ou descendentes (quando a primeira nota dos dois sons é a mais aguda).

O intervalo também pode ser conjunto (formado por notas consecutivas, uma nota e sua vizinha) ou disjunto (formado por notas não consecutivas, com distância de uma nota ou mais entre elas).
Intervalo conjunto:

Intervalo disjunto:

Como você pode perceber, as notas pequenas pretas representam as notas que separam esse intervalo, o que o torna disjunto.
Além disso, pode ser simples (quando a distância entre as duas notas não ultrapassa uma oitava) ou composto (quando a distância entre as duas notas ultrapassa uma oitava).
Intervalo melódico simples:

Intervalos harmônicos compostos:


Então, temos 4 análises a serem feitas do intervalo: se ele é melódico ou harmônico (notas sucessivas ou consecutivas); ascendentes ou descendentes (determinado pela altura da primeira nota, se estiver subindo é ascendente, se estiver descendo é descendente), lembrando que só serve esta análise para intervalos melódicos; se é conjunto ou disjunto (formado por notas consecutivas ou não consecutivas); e se ele é simples ou composto (formado por notas dentro de uma oitava ou além de uma oitava).

Exemplos:
O intervalo abaixo é melódico, ascendente, disjunto e simples.

O intervalo abaixo é harmônico, disjunto e simples.

Agora, pegue o seu caderno pautado e crie intervalos para analisar! Após ficar bem firme, você pode experimentar em músicas. Comece com as mais simples.
Exercício:
Analise os intervalos circulados da música abaixo, desconsiderando notas repetidas e os acidentes.

Para conferir as respostas, clique no link abaixo:
Respostas

Conceitos de harmonia tradicional para melhorar sua leitura e percepção

Olá! Nesta postagem vou introduzir alguns conceitos de harmonia tradicional. Vamos relembrar um pouco sobre as funções dos acordes, para mais detalhes, dê uma olhada em umas das postagens abaixo, que fala sobre isso.
Partindo da tonalidade, teremos as funções de tônica(repouso), subdominante(movimento) e dominante(tensão) que se relacionam por quintas justas ascendentes ou descendentes. Esses acordes principais serão maiores nas tonalidades maiores e menores nas tonalidades menores. Porém, o acorde dominante sempre será maior. A tônica é representada pelo grau I da tonalidade, a subdominante pelo grau IV e a dominante pelo grau V.
Ex:
Campo harmônico maior de dó em tríades:
I  II    III  IV V VI  VII
C Dm Em F  G Am Bº

Podemos observar facilmente a relação de quartas e quintas justas ascendentes ou descendentes.
I para IV grau- quarta justa ascendente ou quinta justa descendente
IV para I grau- quinta justa ascendente ou quarta justa descendente
I para V grau- quinta justa ascendente ou quarta justa descendente
V para I grau- quinta justa descendente ou quarta justa ascendente

Analisando as notas destes três acordes de I grau(tônica), de IV grau(subdominante) e de V grau(dominante) verificamos que os três já contém todas as notas da escala ou tonalidade.

C- Tônica
I grau- acorde de dó maior
 Ré  Mi  Fá  Sol Lá Si  

F- Subdominante
IV grau- acorde de fá maior
Dó  Ré  Mi   Sol Si

G- Dominante
V grau- acorde de sol maior
Dó  Ré  Mi  Fá  Sol  Lá  Si  Dó  

A grande característica do acorde de Dominante é ter a nota sensível da tonalidade, que pede resolução na Tônica.

Para fazer uma análise utilizando a harmonia tradicional, você utilizará a cifragem I para quando encontrar o acorde de dó, IV para quando encontrar o acorde de fá e V para quando encontrar o acorde de sol. Comece praticando apenas com a tonalidade de dó, até adquirir fluência na análise. Começaremos com apenas estes graus I, IV e V, mas nas músicas é óbvio que terão muito mais acordes, basta ignorá-los então.
Dicas para a análise:

  • Estude muito bem a visualização dos acordes na pauta. Ex: Dó maior possui notas dó, mi e sol, mas elas podem não estar nesta ordem. No grau I, pode aparecer o dó, o sol e depois o mi, etc. Cuidado apenas com o baixo do acorde, ele deverá ser sempre a nota dó para grau I, nota fá para grau IV e nota sol para grau V, a princípio, pois não estamos estudando com inversões.
  • Visualize o baixo do acorde e tende construir a tríade correspondente, caso não dê certo, é porque não é o acorde.
  • Podem ser que aconteça de você conseguir construir o acorde, mas mesmo assim tenha uma nota estranha entre as outras do acorde. Não se preocupe, esta nota será chamada de nota estranha mesmo, mas ela não interfere na análise do acorde.
  • Não é necessário repetir a análise caso o acorde se repita.
  • É possível que se omitam notas do acorde, mas nunca a tônica.

Exercício 1:
Faça a análise dos graus I, IV e V nesta peça para violão, marcando os graus abaixo do acorde na partitura.


Verifique a correção da análise, cliquando aqui.


Exercício 2:
Faça a análise dos graus I, IV e V nesta peça para piano, marcando os graus abaixo do acorde na partitura.
Para ver a correção desta análise:


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Saiba como interpretar uma partitura de guitarra

Hoje vamos começar a estudar a interpretação de partituras, para quem já toca e quer saber como ler e tocar uma música que está transcrita.

Vou usar desta vez o exemplo da música Detroit Rock City do Kiss(Clique para ampliar)
Detroit

O primeiro a que nos deparamos ao ver essa partitura, são os acordes. Temos a cifra e o diagrama onde cada acorde é bem especificado, ou seja, a posição de acorde que encontramos aí foi a preferida para esta música; se você quiser tocar exatamente como ela foi transcrita, utilize as formas de acordes que encontramos aí, ou na partitura  que você possui e deseja executar. No caso desta música temos a predominância dos powerchords e de algumas tríades simples.
Logo, encontramos a palavra Intro, que logo deduzimos ser introdução. É importante prestar atenção nesse detalhe, pois nessas partituras sempre há a indicação das partes da música, o que facilita a nossa análise e por consequencia, ajuda-nos a memorizar a música com mais facilidade.
Abaixo, encontramos Fast Rock, que é o ritmo em que a música se encontra e semínima= 184, ou seja, o andamento da música, que é bem rápido, 184 pulsos por minuto.
Triplet feel é uma forma de escrita simplificada, utilizamos colcheias ao invés das tercinas para a escrita ficar mais simples, mas elas soarão como tercinas, ou seja, subdivisão ternária. Ao ouvir a introdução da música, repare que a subdivisão claramente não é binária como na maioria das músicas do estilo.
Assista também a este vídeo, onde ouvimos riffs velozes em subdivisão ternária. Isso é o triplet feel.
Triplet feel

As siglas N.C significam nada mais que "no chord", não há acorde nesse trecho, apesar da sugestão entre parêntes de C#m.
Enfim, verificamos a transcrição de duas guitarras, que podemos facilmente identificar pela ligação entre os sistemas.


Outro detalhe que aparece bastante nessa música é a sustentação dos powerchords de um compasso para outro, quando isso acontece mudando de uma página à outra, o acorde é escrito entre parênteses na tablatura, sem necessidade de rearticular.

Na sequência, temos a primeira parte e o ritmo 1, que será tocado pelas duas guitarras. Nessa parte temos a ausência da tablatura, que antes acompanhava a partitura. Temos o ritmo que deverá ser tocado pelos powerchords acima da melodia da voz.

Procure tirar algumas músicas com partituras de guitarra, e se acostume aos poucos. Se tiver alguma dúvida sobre algum símbolo em alguma partitura que encontrou, comente aqui, que responderemos o mais breve possível e se necessário, fazemos um post especial.

Bons estudos!